PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 11 ANOS
-
Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5575-0699  
(Horário de Atendimento das 9:00h às 18:00h de segunda a sexta)  
Domingo, 01 de agosto de 2010 - 7h06
DESTAQUES:

  Busca
 
  NippoBrasil
   Edição Atual
   Editorial e Opinião
   Circuito
   Últimas Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Especial - Esportes
   Giro da Semana
   Haicai
   História do Japão
   História da Imigração
   Horóscopo
   Karaokê
   Lendas do Japão
   Mangá
   Personalidades
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Especial - Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais
   Ikebana
   Bomba de Hiroshima
   Festival do Japão
-
  Autoajuda e Religião
   Budismo
     Milênio
   Roberto Shinyashiki
   Reflexão
-
  Empregos no JP
-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Correspondência
   Trabalhe conosco
   Anuncie no site
   O Jornal Nippo-Brasil
   Assine o NB
   Quem somos

Opinião - Edição 537 - Jornal NippoBrasil

O ano que queremos

Teruo Monobe*

Começo de ano é sempre igual, sobra otimismo. Faz parte da natureza humana. Também, em meio a tanta festa é difícil evitar ser otimista. As festas contagiam até mesmo os chineses cujo Ano-Novo não coincide com o calendário gregoriano. Mas, por conta da ocidentalização dos costumes e pela distância relativamente pequena entre os inícios de ano dos dois calendários, as festas acabam sendo comemoradas. Algumas promessas de inicio do ano, porém, são difíceis de cumprir, principalmente as que surgem do excesso de otimismo; poucos cumprem promessa de parar de fumar, de beber, de perder peso. Quando se trata de finanças, então, é pior.

Já que mencionamos o ano novo chinês, é preciso chamar a atenção que este é o ano do tigre. E tigre quer dizer explosão, extremos. Alguém já viu a conhecida expressão “tigre asiático” em economia? Pois bem, os tigres asiáticos eram Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul; a China não estava incluída. São economias que cresceram rapidamente. Como a China está em alta, e ainda se vai falar muito nela neste ano, é interessante fazer alguns contrapontos. Recordando, o ano passado, no horóscopo chinês, foi a vez do boi, um animal que muitos asiáticos usam como animal de carga no lugar do burro nos países ocidentais.

Curioso notar que 2009 foi realmente o ano do boi, pois a China trabalhou muito mais e melhor do que os outros e por isso se fortaleceu com a recessão mundial (ela própria não teve recessão). Também, os chineses interpretaram muito bem o ideograma de risco e oportunidade, e o país acabou se desenvolvendo muito mais do que os outros. Exemplo disso é que passou a Alemanha, que era o maior exportador mundial.

Nos Estados Unidos, mesmo em recessão, o mercado financeiro foi regido pelo boi, ou melhor, pelo touro, animal que representa a alta de mercado. E, assim, Wall Street deu alegrias em 2009.

Aqui no Brasil, as bolsas “estouraram a boca do balão”, faltando muito pouco para chegar ao índice anterior à crise. Dizem até que é uma bolha que pode estourar. Este ano, porém, é uma incógnita, pois teremos a Copa do Mundo de Futebol e as eleições para presidente e para governadores, e para dois níveis do Legislativo Federal (Senado e Câmara), além das Assembleias. É um ano atípico, cujos eventos felizmente ocorrem a cada quatro anos, tornando o ano mais curto. Sem dúvida, a sucessão presidencial é o centro da discussão. Vem aí muita baixaria na política, e por isso, é bom ter TV a cabo ou aumentar o estoque de DVDs.

Não é demais lembrar que no primeiro semestre, a discussão vai ser a Copa. No segundo, será as eleições. Diz-se que, no Brasil, se começa a trabalhar só depois do Carnaval, ou da Semana Santa. Quem é católico sabe que o período que vai do Carnaval até a Semana Santa é chamado de Quaresma, período de reflexão e penitência, depois dos abusos no Carnaval. O período que vai da Semana Santa até a Copa do Mundo é muito curto, dois meses. E, terminada a Copa, vem as férias e, em seguida, o período eleitoral. Depois do segundo turno, é quase fim de ano.

Não se sabe se é por conta do otimismo de início de ano ou das eleições, o cenário para 2010 foi pintado como róseo para o Brasil. Com o decorrer do primeiro mês do ano, alguns já até melhoraram as projeções de crescimento, projeções estas que indicam um crescimento do PIB de até 6% em 2010. Novamente, é preciso repetir que tudo depende de quanto foi o PIB do ano anterior: quanto menor a base do ano anterior, maior é o crescimento do ano posterior. Essa é uma questão matemática. O Índice de Confiança do Empresário Industrial foi de 68,7 pontos em janeiro, o maior em 11 anos.

Porém, alguns economistas alertam que nem tudo são flores. Três aspectos são preocupantes: (a) o cenário externo ainda é incerto; (b) as contas externas do Brasil pioraram muito nos últimos tempos, e (c) as eleições são um risco, como em 2002. Todos esses fatores vão ditar o comportamento da economia e das finanças neste ano. É realmente um ano de tigre, de explosão e de extremos. Mas é preciso ver, independentemente do novo ocupante do Palácio do Planalto, qual a herança que o atual governo vai deixar. Assim como só se conhece o bom uísque no dia seguinte, é bom que a população avalie seriamente quais candidatos vai eleger neste ano.

É preciso só acrescentar que, no ano do tigre, os chineses, novamente, vão tirar proveito do próprio ideograma de risco e oportunidade. E, falta muito pouco para se tornarem o 2º maior PIB do mundo. Para quem cresce 8,3% em um ano em que os países mal se recuperaram da recessão, nada é difícil. Difícil é deixar de lado a crença de que o tigre vai deixar de ser o animal da prosperidade. Quando cunharam a expressão “tigres asiáticos”, esqueceram de colocar a China entre eles. Talvez por isso não se fala mais em tigres asiáticos; do contrário, com quem a China poderia ser comparado?




*Mestre em Administração Internacional e doutor pela USP
 Arquivo: Opinião
Por Alberto Furuguem - Novo
Cenário para investimentos
Por Alberto Furuguem
A crise grega e seus desdobramentos
Por Walter Ihoshi
Ficha Limpa: conquista da sociedade
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Empresas brasileiras contra a maré
Por Alberto Furuguem
Pedras na Toyota
Por Alberto Furuguem
Juros, inflação, crescimento, política...
Por William Woo
Ano de mudanças na Justiça Criminal
Por Alexandre Uehara
Sinal amarelo para Hatoyama
Por Walter Ihoshi
Vitória do Brasil e dos dekasseguis
Por Alberto Furuguem
Cenário para investimentos:
cardápio interessante
Por Alberto Furuguem
Déficits e seus desdobramentos
Por Walter Ihoshi
Código de barras a favor do País
Por William Woo
Vítimas da irresponsabilidade
Por Alberto Furuguem
Como será a política econômica brasileira a partir de 2011?
Por Walter Ihoshi
TAV japonês: desenvolvimento e segurança garantidos
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Japão aumenta participação nos fluxos de investimento direto estrangeiro no País
Por Alberto Furugem
O Banco Central pode aumentar a taxa de juro em março
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Resultados das relações comerciais Brasil-Japão em 2009
Por William Woo
Um novo futuro
 Coluna: Opinião - Teruo Monobe
Por Teruo Monobe - Novo
A bola da vez
Por Teruo Monobe
Copa do Mundo, festas juninas e bondades
Por Teruo Monobe
De quem é a crise?
Por Teruo Monobe
Futebol e economia
Por Teruo Monobe
Lei de Responsabilidade Fiscal
Por Teruo Monobe
A tragédia grega e a elevação dos juros
Por Teruo Monobe
Boas e más previsões para a economia brasileira
Por Teruo Monobe
O velho problema: a inflação em alta
Por Teruo Monobe
Balança comercial desequilibrada
Por Teruo Monobe
Câmbio, inflação e crescimento econômico
Por Teruo Monobe
Custo Brasil e exportações
Por Teruo Monobe
O Brasil depois da marolinha
Por Teruo Monobe
Mundo partido, ideias idem
Por Teruo Monobe
Influência cultural na economia
Por Teruo Monobe
União Europeia, a bola da vez
Por Teruo Monobe
Pisando no freio e na bola
Por Teruo Monobe
De Bric a Pigs: só as siglas não resolvem
Por Teruo Monobe
O ano do tigre e o G-2
Por Teruo Monobe
O ano que queremos
  © Copyright 1992-2010 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br