PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 11 ANOS
-
Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5575-0699  
(Horário de Atendimento das 9:00h às 18:00h de segunda a sexta)  
Quarta-feira, 17 de março de 2010 - 21h20
DESTAQUES:

  Busca
 
  NippoBrasil
   Edição Atual
   Editorial e Opinião
   Circuito
   Últimas Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Especial - Esportes
   Giro da Semana
   Haicai
   História do Japão
   História da Imigração
   Horóscopo
   Karaokê
   Lendas do Japão
   Mangá
   Personalidades
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Especial - Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais 2009
   Ikebana
   Bomba de Hiroshima
   Campeonato de Sumô 2009
   Festival do Japão
   Mundial de Kendô
-
  Autoajuda e Religião
   Budismo
     Milênio
   Roberto Shinyashiki
   Reflexão
-
  Empregos no JP


-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Correspondência
   Trabalhe conosco
   Anuncie no site
   O Jornal Nippo-Brasil
   Assine o NB
   Quem somos
.

Opinião - Edição 539 - Jornal NippoBrasil

De Bric a Pigs: só as siglas não resolvem

Teruo Monobe*

Se siglas resolvessem problemas, então a economia mundial estaria bem. Só no ano passado, pelo menos duas novas siglas fora incorporadas no cotidiano econômico: o G-20 e o Pigs. O G-20, como foi dito na ocasião, é uma espécie de G-7 ampliado com alguns países cujas economias haviam crescido recentemente. Tentaram reunir 13 países, mas não deu certo. Em tempos de crise brava, o número não ia mesmo vingar, nem daria sorte.

O G-20 tornou-se o principal fórum financeiro e econômico internacional. A criação do G-20 era necessária, mas foi a crise que fez que os países do G-7 entendessem que eles não representavam mais a realidade. Neste ano, em novembro, a reunião de Seul completará a transição do G-7 para o G-20. Mas, no meio do ano, no Canadá, haverá conferências paralelas dos dois grupos. O G-20 fica sendo, assim, o novo tabuleiro de xadrez da economia mundial.

O fato é que o Financial Times (FT) criou o termo Pigs ou Piigs. A diferença entre as duas siglas é mais de conotação, já que pig é o animal que chafurda na lama. Na prática, o Piigs inclui a Irlanda, país que teve problemas no ano passado. Pertencem ao Piigs Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha (Spain, em inglês), países europeus com economias problemáticas. O FT não precisava ser tão sarcástico a ponto de criar uma sigla tão depreciativa.

Um famoso economista havia sido muito condescendente para com o Brasil, criando a sigla Bric e incluindo o Brasil junto com a Rússia, a Índia e a China. Ao contrário dos países do Pigs, o Bric foi uma sigla criada para países emergentes com grande potencial de crescimento econômico. Está certo que nenhum dos países do Bric pode concorrer com a China pela simples razão de ela ter um crescimento excepcional, o que a exclui até da sigla.

Desde o final do ano passado, o Pigs está dando muito susto. Um parênteses: aqueles que falam que deve ser Piigs haviam maldito a Irlanda e a Islândia (este um país que deu muito problema com a quebra de conhecidos bancos), países que haviam sido, pouco tempo antes da crise, os padrões da nova Europa. Mas, agora surge a notícia que os países do Pigs acumulam dívida soberana passível de reestruturação no valor de US$ 2 trilhões.

Neste início de ano, é a Grécia que começa a dar problema, com o temor pela dívida soberana. Os mercados financeiros mundiais ficaram abalados pela notícia dos problemas gregos e aí começou a discussão de qual organismo iria ajudar o país a não quebrar. Como a Grécia está na União Europeia (EU), ficou certo que a responsabilidade era da EU e não do G-7. Curioso é que a Itália está na União Europeia, pertence ao G-7 e está no PIGS.

De um lado, a formação de um grande grupo (G-20) significa um avanço democrático, por outro lado torna um grupo cheio de interesses diversos e pouca coesão. Mesmo no caso do Bric, que não era um grupo formal, mas apenas uma referência de países emergentes, não havia muita coisa em comum, mesmo porque a China se sobressaía dos demais, há muito deixando de ser um país emergente. Por isso mesmo, a sigla Bric deveria ser abandonada.

Igualmente, a imprensa em geral deveria deixar de mencio-nar a sigla Pigs, pelas razões expostas. É preciso acabar com essa bobagem, cuja aberração deve ter saído da cabeça de alguns analistas raivosos. Como a mente é pródiga nesse tipo de besteira, já deve existir muito espírito de porco que deve estar pensando em criar alguma sigla como SHIT ou qualquer coisa pior, só para incluir países problemáticos por culpa dos seus governos. Aí a disputa seria pela letra H, que tem pretendentes imbatíveis.




*Mestre em Administração Internacional e doutor pela USP
 Arquivo: Opinião
Por Teruo Monobe
De Bric a Pigs: só as siglas não resolvem
Por Teruo Monobe
O ano do tigre e o G-2
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Resultados das relações comerciais Brasil-Japão em 2009
Por Teruo Monobe
O ano que queremos
Por William Woo
Um novo futuro
Por Teruo Monobe
Dólar, novamente um problema
Por Paulo Yokota
Desenvolvimento tecnológico
Por Teruo Monobe
Início de uma nova bolha?
Por Paulo Yokota
Culturas empresariais
Por Marcos Morita
Estratégias empresariais diante da nova gripe
Por Arnaldo Jardim
Impostos demais, serviços de menos...
Por Teruo Monobe
Brasil muito caro
Por Marcos Morita
As heranças da crise financeira mundial
Por Teruo Monobe
G-2 ou Chimérica?
Por Alexandre Ratsuo Uehara
Oposição pode chegar ao poder no Japão
Por Teruo Monobe
O Papa e a OCDE
Por Teruo Monobe
Quinze anos de sucesso
  © Copyright 1992-2010 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br