No primeiro
Campeonato Mundial de Beisebol Profissional (WBC - World Baseball Classic)
realizado em fevereiro passado, o Japão consagrou-se campeão
derrotando os Estados Unidos, país de origem do referido esporte,
e também Cuba. O protagonista da façanha foi Ichiro Suzuki,
que atuou como capitão do time japonês. Apresentamos abaixo
o seu perfil e algumas de suas frases.
Perfil
Nasceu em
22/10/1973, na província de Aichi, Japão. Desde menino dedicou-se
exclusivamente ao beisebol. Seu pai o educou para desenvolver seu talento.
Durante o curso do ensino médio, participou por duas vezes do campeonato
colegial nacional de beisebol. Em 1992 ingressou no beisebol profissional
pelo Clube Orix, do Japão. No início, recebeu do técnico
instruções para que corrigisse o seu modo característico
de bater (levantar lentamente o pé para o lado do apanhador da
bola, e oportunamente transferir o peso para a perna do lado do arremessador
no momento de bater, aproveitando dessa forma o embalo do retorno do pé,
o que não é convencional), mas não o fez, sendo relegado
ao time reserva. Mesmo assim, não desistiu de praticar o seu estilo.
Se nos
ajustarmos a cada técnico, que pode mudar a cada ano, não
podemos praticar um beisebol duradouro. Mudar o que é tido como
convencional é uma razão de viver do ser humano. Penso que
devemos enfrentar novos desafios. Não pretendo abrir mão
do estilo que gosto.
Em 1994 alcançou
o recorde de 200 tacadas com resultados na temporada. Em 1996, com sua
atuação, seu time Orix derrotou Yomiuri Giant, consagrando-se
campeão nacional. Em sete anos consecutivos, de 1994 a 2000, obteve
prêmios de melhor defesa, melhor equipe, melhor batedor. Em 2000,
transferiu-se para Seattle Mariners pelo preço excepcional de 1,4
bilhões de ienes, assinando um contrato por três anos, a
US$ 14 milhões ao ano. Foi pioneiro em chegar à liga especial
como jogador do campo externo. Seu número de camisa é 51.
No mesmo ano, alcançou o posto de melhor batedor, com 242 tacadas
com resultados e um índice de acerto de 35%, bem como tornou-se
o rei do roubo de base. De 2001 a 2005, brilhou como melhor jogador da
liga, sendo o melhor defensor (goldglove). Em maio de 2004, alcançou
o número de 2 mil tacadas com resultados, somando o período
de atuação no Japão e nos EUA. O fato ocorreu no
seu 1.465o jogo, aos 30 anos de idade, sendo o mais jovem jogador a alcançar
o feito. É, sem sombra de dúvidas, um superstar.
Superstar
é algo que as pessoas inventam. Não é algo que eu
mesmo possa me julgar sê-lo. Por isso, sempre penso que não
gostaria de viver preocupado com avaliações de terceiros,
quero viver da forma que convença a mim mesmo. O fato de ser chamado
de superstar é indiferente para mim.
Vida pessoal
Características
físicas: 1,80m de altura, 77 quilos. Hobby: igo (espécie
de jogo de tabuleiro), bonsai (árvores em miniatura), cuidar do
carro, etc. Casado com Yumiko Fukushima, locutora da TV TBS, tida como
uma mulher discreta e perfeita, que cuida de tudo, desde controle de condições
físicas do jogador e todos os assuntos da vida particular. Ichiro
participa também ativamente de atividades de assistência
social. Desde a época de estudante, e mesmo depois de tornar-se
profissional, não age em grupo, estando quase sempre só.
Tem personalidade característica do tipo sanguíneo B: sereno,
não demostra emoções ou lágrimas. Houve até
comentários de que suas atitudes eram encenações
calculadas.
Tenho
como meta continuar a jogar beisebol por muito tempo, mas não sei
se isso será possível. Quero buscar o meu ideal. Quero ser
forte e seguir a minha forma de viver, e não deixar que o meio
me desvie.
Atualmente,
há quem diga que se continuar a transferência de jogadores
japoneses para os times da liga especial dos EUA, isso poderá levar
ao enfraquecimento do beisebol japonês. Entretanto, a existência
de jogadores como Ichiro, reconhecido mundialmente, é algo maravilhoso.
Obs:
Frases citadas foram extraídas de Catch Boll Ichiro meets
you
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