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Exótica e exigente

Iguana necessita de nutrição balanceada e ambiente apropriado

(Reportagem: Catarina Eiko | Foto: Divulgação)

Apesar da aparência um tanto assustadora e da surpreendente “chicotada” com a cauda, a iguana é um animal tranqüilo e dócil. Na idade adulta, essa espécie pode chegar a medir 2 metros de comprimento, sendo que dois terços são apenas de cauda. Muitas vezes, ela é associada aos dinossauros pré-históricos, devido aos seus traços e ao seu porte. No entanto, a iguana está ligada diretamente à família dos lagartos.

De hábitos diurnos, a espécie adapta-se bem ao ambiente doméstico. No entanto, é bastante exigente com seu local. “Por ser um animal grande quando adulto, necessita um recinto [viveiro, terrário] grande e alto [por ser arborícola]. Necessita também de acesso à luz solar ou lâmpadas especiais para répteis, que emita raios ultra-violeta B, além de aquecimento [como todos os répteis, necessita de uma temperatura em torno de 26ºC a 30°C] e umidade relativamente alta [deve-se borrifar água no viveiro quase que diariamente em épocas secas]”, explica o veterinário Lauro Soares.

Nutrição balanceada
Ao contrário do que se imagina, a iguana não deve ser alimentadas por isentos. Muito menos com ração de cachorro ou queijo branco. Isso porque, a espécie é exclusivamente herbívora, ou seja, deve ser alimentada apenas com vegetais. Caso isso não ocorra, o animal pode vir a sofrer de problemas de insuficiência renal. O ideal é que a dieta da iguana seja composta 50% de verduras escuras (couve, mostarda, agrião, etc) e 50% de outros vegetais (legumes em maior quantidade, frutas em menor). Deve-se ainda evitar verduras claras e frutas gordurosas como o abacate. “As doenças mais comuns das iguanas são as relacionadas ao manejo e nutrição, com grande destaque para a deficiência de cálcio. Por isto, é importante alimentá-la corretamente, com as verduras ricas em cálcio [brócolis, escarola, mostarda, couve] e manter o animal num recinto com acesso à luz solar [sem vidro, pois este filtra o UVB] ou com lâmpadas específicas para répteis. Além de consultar um veterinário uma vez ao ano, garantindo, assim, que seu animal está saudável”, afirma o veterinário.

Comportamento
As iguanas, normalmente, são animais de temperamento calmo. Às vezes, elas passam um bom tempo paradas, apenas se aquecendo ou tomando sol. No entanto, quando sente-se ameaçada, ela pode tentar se defender com mordidas e “rabadas”, o que pode ocasionalmente machucar uma pessoa. Por isso, deve-se tomar cuidado com movimentos bruscos ao lidar com uma iguana. “Apesar de dócil, as iguanas, quando assustadas, podem se defender mordendo ou chicoteando com a cauda e isso pode machucar bastante. Cachorros podem atacar uma iguana, causando problemas sérios. As iguanas também apresentam uma condição chamada autotomia, na qual a cauda se solta quando alguém a segura por ali (exatamente como as lagartixas). Portanto, é aconselhável mantê-la em seu recinto, e não solta pela casa. Porém, o dono pode pegá-la, manipulá-la, até deixá-la sobre seu ombro, tudo depende de como o animal é acostumado”, orienta Lauro.

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