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(Reportagem:
Suzana Sakai/NB | Foto: Divulgação)
As agressões
ao meio ambiente e o aumento das taxas de infertilidade são assuntos
que têm preocupado especialistas do mundo inteiro. Recentes pesquisas
apontam que os dois problemas possuem uma ligação direta.
Um estudo da
Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, revelou que mães
que consumiram grande quantidade de carne bovina de animais tratados com
hormônios para aumentar o crescimento do animal podem ter filhos
menos férteis. Para a European Society for Human Reproduction and
Embryology, a infertilidade masculina vem aumentando em função
das toxinas ambientais, que acabam influenciando na produção
de esperma de baixa qualidade. Nós, estudiosos da reprodução
humana, antevemos outros graves problemas de continuidade das novas gerações,
declara a especialista em Reprodução Humana da clínica
Chedid Grieco, Silvana Chedid.
Toxinas
Os diversos
tóxicos ambientais são absorvidos pela pele, através
das vias respiratórias ou pela via gástrica, caem na circulação
sangüínea e vão agredir diretamente os aparelhos reprodutores.
Há
desconfiança que haja contaminação da água
potável com estrogênio proveniente da urina de mulheres usam
pílulas anticoncepcionais. O leite também pode estar contaminado
por hormônios aplicados em animais. Há muitos produtos químicos
amplamente utilizados na agricultura e na pecuária, praticamente
em quase todas as atividades humanas podem ser responsáveis pela
crescente baixa fertilidade humana, alerta o especialista em Reprodução
Humana Marcos Mori.
Chedid chama
a atenção para a presença de hormônios femininos
nas carnes bovinas e avinas que podem prejudicar a fertilidade masculina.
Os hormônios utilizados para tornar a carne bovina e avina
mais macia são hormônios femininos. Ao ingerir a carne com
altos níveis de hormônios femininos, o homem tem sua função
testicular prejudicada, afirma a especialista.
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