
Interior da construção, com influência futurista,
causa deslumbre aos visitantes
|

Por si só, MAC já é uma obra de arte, concebida
por um dos maiores arquitetos do mundo
|
(Reportagem:
Suzana Sakai | Fotos: Divulgação)
A vista
para o mar era belíssima e cabia aproveitá-la. Suspendi
o edifício e, sob ele, o panorama estendeu-se mais rico ainda.
Defini, então, o perfil do museu. Uma linha que nasce do chão
e, sem interrupção, cresce e se desdobra, sensual, até
a cobertura. A forma do prédio, que sempre imaginei circular, fixou-se
e, no seu interior, me detive apaixonado. À volta do museu, criei
uma galeria aberta para o mar, repetindo-a no segundo pavimento, como
um mezanino debruçado sobre o grande salão de exposições.
As palavras
acima fazem parte de um manuscrito do arquiteto Oscar Niemeyer elaborado
para explicar o projeto do Museu de Arte Contemporânea de Niterói
(MAC), considerado, hoje, um dos mais belos cartões-postais do
Rio de Janeiro.
Sobre
o MAC
Localizado
no Mirante da Boa Viagem, o MAC começou a ser construído
em 1991. A construção que faz parte do projeto arquitetônico
Caminhos de Niemeyer demorou cinco anos para ser finalizada, mas
resultou em uma verdadeira obra de arte emoldurada pelo azul das praias
de Niterói.
O museu causa
surpresa e atrai milhares de turistas. A tranquilidade, a arte, as formas
educativas e, é claro, a mais bela natureza convivem de forma harmônica
nesse espaço, que é dividido em três pisos: subsolo,
térreo e primeiro pavimento.
Na primeira
entrada, fica a recepção e administração.
Logo acima, no primeiro pavimento, fica o salão central de exposições.
Um dos grandes atrativos desse espaço é a varanda circular
envidraçada, que permite ao visitante admirar uma paisagem panorâmica
da Baía de Guanabara. A varanda também é destinada
às exposições.
No subsolo,
o visitante encontra um auditório para 60 espectadores e o Restaurante
Bistro MAC, que conta com um cardápio variado que mistura a culinária
brasileira com a internacional contemporânea. Nessa parte do museu,
uma fina janela horizontal exibe a beleza do mar.
Acervo
O acervo do
MAC de Niterói que, atualmente, conta com 1.217 obras da Coleção
João Sattamini é constituído também por um
pequeno conjunto de 369 obras Coleção MAC de Niterói
formado a partir de doações de artistas que realizaram
exposições no museu.
O acervo local
conta com obras doadas por nomes como Abraham Palatnik, Aluísio
Carvão, Amilcar de Castro, Antonio Dias, Antonio Manuel, Artur
Barrio, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Daniel Senise, Farnese de Andrade,
Flavio Shiró, Frans Krajcberg, Franz Weissmann, Hélio Oiticica,
Iole de Freitas, Jorge Duarte, Jorge Guinle, José Maria Dias da
Cruz, Luiz Alphonsus, Lygia Clark, Lygia Pape, Mira Schendel, Raymundo
Colares, Roberto Magalhães, Rubens Gerchman, Tomie Ohtake, Tunga,
Victor Arruda, Waltércio Caldas, entre outros.
|