
Engenheiro agronômo Urata diz que
caqui brasileiro tem boa qualidade |
(Foto: Andreano
Takahashi/NB)
Depois da manga,
o caqui pode ser a nova fruta brasileira na mesa do consumidor japonês.
Apesar de ainda estar no papel, a proposta de exportação
já está sendo analisada com mais profundidade. Um seminário
ocorrido no dia 28 de março, na Associação Cultural
e Desportiva de Pilar do Sul, a 113 km de São Paulo, reuniu especialistas
que conhecem bem o exigente mercado nipônico.
O objetivo
do evento, organizado pela Comissão do Prêmio Kiyoshi Yamamoto
da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e Assistência Social
(Bunkyo), foi oferecer conhecimentos técnicos aos produtores brasileiros
para se viabilizar as vendas do caqui nacional ao Japão. Procedimentos
técnicos serão analisados em um curso organizado na Universidade
de São Paulo (USP) a pedido do Ministério da Agricultura.
Durante o seminário,
Keiko Uramoto, bióloga do Instituto de Biociências da USP,
que participou dos procedimentos da exportação da manga
ao Japão, está otimista com a possibilidade de o caqui brasileiro
ser aprovado pelo governo japonês. Tecnicamente, podemos aproveitar
nossa experiência com a manga. Ao mesmo tempo, temos que preparar
nossas frutas para superar as barreiras fitossanitárias que proíbem
a importação no Japão, disse Keiko. Segundo
ela, no caso da manga, da pesquisa ao início das exportações,
foram necessários quase seis anos.
Além
da questão sanitária, será preciso avançar
nas discussões políticas e na demanda do mercado para o
caqui desembarcar no Japão. Isidoro Yamanaka, presidente da comissão
do Prêmio Kiyoshi Yamamoto do Bunkyo e ex-assessor especial do Ministério
da Agricultura, reafirmou a necessidade do setor ampliar seu lobby junto
ao governo e empresas do Japão.
A Associação
Paulista dos Produtores de Caqui (APPC) já exporta parte de sua
produção ao mercado externo. Segundo o diretor Tadao Jojima,
durante a época de colheita cerca de dois meses, a entidade
reúne os produtos de cada associado no packing center de Pilar
do Sul.
Os produtos
empacotados são exportados à Europa, ao Canadá e
a países de Caribe por via área e marítima. Joijima
prevê mais uns cinco anos para que as primeiras vendas sejam feitas
ao Japão. O engenheiro agrônomo e voluntário da Agência
de Cooperação Internacional do Japão (Jica), Masahiro
Urata, garante que o caqui brasileiro tem boa qualidade.
(*Com
Andreano Takahashi/NB)
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