
Alunos assistem a uma palestra no Instituto
de Pesquisas da Jatak em Guatapará |
(Reportagem:
Redação/NB | Foto: Kunio Nagai/Divulgação)
Desde o princípio
de maio, cinco jovens nipo-brasileiros estão no Japão, onde
ficarão pelo período de um ano como integrantes do programa
de estágio oferecido pela Federação Nacional das
Cooperativas Agrícolas de Colonização (Jatak). Lincoln
Samayoshi, Hideki Fukuda, Mitsuo Kataoka Júnior, Emerson Nishioka
e Yuki Ando foram selecionados pela própria Jatak ou indicados
pela Fundação Shunji Nishimura, de Pompéia, interior
de São Paulo.
O Estágio
para Desenvolvimento de Jovens Agricultores (Nogyo Seinen Ikussei Kenshu)
é oferecido anualmente pela Jatak. Desde que foi criado, há
duas décadas, algo em torno de 200 jovens já integraram
o programa. As despesas de viagem são bancadas pela própria
Jatak, que ainda oferece uma ajuda de custo mensal juntamente com o empregador.
Dos cinco jovens
nipo-brasileiros que foram para o Japão, dois são de Mato
Grosso do Sul, Samayoshi e Ando. Fukuda é de Biritiba-Mirim, na
Grande São Paulo; Nishioka, da Chapada Diamantina; e Kataoka Júnior,
de Salto do Pirapora. Todos eles passaram por aulas intensivas de língua
japonesa no Instituto de Pesquisas Técnicas e Difusões Agropecuárias
(IPTDA) da Jatak, em Guatapará, interior de São Paulo.
Entre os estagiários,
o objetivo é o mesmo. Quero, com meus próprios olhos,
conhecer a administração agrícola japonesa e implantar
meus conhecimentos na volta ao Brasil, disse Ando. Ele trabalha
em uma fazenda na província de Kumamoto.
A Jatak já
está recebendo as indicações para os jovens interessados
em participar do programa de 2009. Há, porém, alguns requisitos.
O candidato deve ter entre 18 e 30 anos, nível colegial completo,
conhecer 70% do idioma japonês e estar ligado à agricultura.
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