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Arquivo Campo NippoBrasil - 01/06/2010
 
Produtor planta jabuticaba no Japão
Plantação na província de Shizuoka é aberta ao público
e visitantes podem colher a fruta do pé
 

Yoshinari Nishikawa com a esposa Aya: 30 pés de jabuticaba originárias do Brasil

(Reportagem e Foto: Osny Arashiro/IPC)

Café e Jabuticaba. Essas duas palavras bem brasileiras estão escritas na porta de uma perua kombi estacionada diante da plantação do produtor japonês Yoshinari Nishikawa. Morador de Shizuoka, na província de mesmo nome, ele cultiva 130 pés da pequena fruta preta. Recentemente, ele decidiu abrir a plantação para a visitação pública, para que seus conterrâneos vejam – e colham – a fruta exótica que nasce no tronco. Dá para aproveitar e tomar um cafezinho, acompanhado de cinco variedades de bolos e rocamboles fabricados com a jabuticaba.

Nishikawa experimentou a fruta brasileira pela primeira em 2001, no Fruit Park de Hamamatsu (Shizuoka). “Tinha sabor doce e agradável. Então tive a ideia de colocar em prática um antigo projeto de jardim voltado ao turismo”, conta. “Consegui mudas de jabuticaba em Okinawa e plantei como experiência para saber se se adaptavam ao clima de Shizuoka. Com o cultivo em estufas, o resultado foi bom”, diz.

Cerca de 30 pés são de jabuticabas originárias do Brasil e rendem duas safras anuais, na primavera e no outono. Outros cem pés são da espécie shikinari, adaptadas para o clima do Japão, que produzem em menor quantidade durante o ano todo.

Nishikawa explica que a jabuticaba brasileira tem caroço menor e maior quantidade de polpa. A shikinari é mais mais adocicada. “Gostaria que a jabuticaba se tornasse mais popular entre os japoneses, mas por enquanto a produção é insuficiente, então oferecemos rocamboles, bolos, geleia, sorvete e enroladinhos feitos com a fruta”, explica. “Para aumentar a produção, é preciso que as árvores se tornem mais robustas”, lembra.

A quantidade colhida ainda não atende a demanda. Por isso, Nishikawa limita a quantidade que os clientes podem levar para casa a um um copo da fruta, pelo preço de 400 ienes (R$ 8,30).

A principal atividade do agricultor é a plantação de chá e laranja, mas ele também cultiva mangas da espécie apple mango ou awin mango, no Brasil chamada de haden.

 
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