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Arquivo Campo NippoBrasil - 29/06/2010
 
Doença ameaça produção de caqui
Fundo ainda não identificado coloca em risco toda
plantação da fruta em Campina Grande do Sul (PR)
 

O caqui é o principal produto
cultivado no município paranaense

(Foto: Divulgação)

Uma doença ainda não identificada, causada por um fungo, ameaça dizimar a plantação de caqui do município de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (PR), a apenas 30 quilômetros da capital paranaense. A fruta é o principal produto agrícola da cidade, que realiza todos os anos o Kakifest. O técnico da Emater, engenheiro agrônomo Ricardo Lubaszewski, disse que a doença apareceu na região há três anos e vem reduzindo gradativamente a força dos caquizais.

Nesta safra, segundo ele, alguns produtores já tiveram quebra de 100% por causa da doença. É uma situação preocupante porque a atividade envolve quase 200 agricultores familiares, com uma produção média anual de 2.000 toneladas, o que torna Campina Grande do Sul o maior produtor de caqui mel do Paraná. “O pior é que não sabemos direito que doença é essa. Em princípio, parece uma variação mais severa do fungo da antracnose, mas nenhum controle conhecido tem dado resultado”, avaliou o técnico. Em função disso, a Emater programou para julho um encontro com técnicos e pesquisadores do Iapar, Secretaria da Agricultura e do Abastecimento e Universidade Federal do Paraná para desencadear um projeto urgente de pesquisa, com a finalidade de identificar a doença e estabelecer meios de controle. “Precisamos de um diagnóstico rápido para evitar o comprometimento desta cultura, que é tradicional e de grande importância econômica e social para a região”, alertou o técnico da Emater.

Uma doença com sintomas semelhantes teria aparecido há seis anos em plantações de caqui no norte do Paraná, derivando depois para regiões produtoras de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com efeitos dramáticos para os produtores. Até hoje, no entanto, não há definição sobre sua origem, características e, consequentemente, formas de controle eficientes. “Por isso, a pesquisa é um passo fundamental para salvar a produção e os produtores”, conclui o agrônomo da Emater.

 
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