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(Reportagem:
Susy Murakami/NB)
O levantamento
de março do Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado no final de abril, mostrou
que, em cinco principais regiões metropolitanas do Brasil (Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), o desemprego
subiu de 13,9% em fevereiro para 15,1%. No entanto, se o profissional
estiver disposto a sair desses grandes centros, pode encontrar boas oportunidades
em determinadas regiões do País.
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CRESCIMENTO
DA POPULAÇÃO NIKKEI
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| ESTADO |
ANO
1991
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ANO
2000
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| Pará |
16.434
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39.353
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| Ceará |
14.703
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34.235
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| Pernambuco |
13.475
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30.537
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| Bahia
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34.836
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78.449
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FONTE:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
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Esse é
provavelmente o principal motivo que leva um grande número de nikkeis
a trocar o eixo São PauloParaná por outras regiões
em busca de novas oportunidades. Uma pesquisa do Grupo Foco realizada
no final de 2008 apontou as áreas mais aquecidas de norte a sul
do Brasil. Um exemplo é a capital amazonense. Segundo a pesquisa,
70% a 80% dos executivos que atuam na cidade são de outros Estados.
Manaus é bom para se fazer dinheiro. Lá, executivo
qualificado consegue emprego fácil, indica.
A situação
é confirmada pela Associação Brasileira de Recursos
Humanos em Manaus. O que se verifica é o preenchimento de
posições com pessoas locais até o nível de
especialização e supervisão/coordenação.
Entretanto, as empresas ainda não abrem mão de pessoas com
competência comprovada e experiência de outras realidades
corporativas em nível nacional para gerir suas unidades locais,
afirma Elaine Jinkings, vice-presidente da ABRH local.
O mesmo acontece
no Centro-Oeste. O baixo nível de especialização
na região e a alta competitividade por mão-de-obra impulsionam
as empresas na busca de executivos oriundos de outras cidades, revela
a pesquisa.
Outros setores
aquecidos em Manaus, segundo Elaine, são o de automotivos duas
rodas, onde há contratação para a área de
produção, de suporte como fiscal, RH, materiais e logística.
É lá, por exemplo, que estão montadoras japonesas
como Honda e Yamaha. O varejo é outro setor que deu um salto, em
função da abertura de um novo shopping na cidade.
As oportunidades
de trabalho e investimentos foram, entre os anos de 70 e 80, também
fundamentais no boom de nikkeis em direção ao Norte e ao
Nordeste. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) de 2000 não deixam dúvidas desse fenômeno,
especialmente em função da agricultura. Em números
absolutos, a concentração de nikkeis, à exceção
de Roraima, cresceu em todos os Estados e de modo extraordinário
no Pará, no Ceará, em Pernambuco e na Bahia.
No entanto,
pessoas que buscaram oportunidades fora dos grandes centros precisaram
não apenas da coragem, mas também de boa pesquisa de mercado
para se sair bem. Elsio Nagano era engenheiro mecânico em São
Paulo há cerca de dez anos, quando decidiu com a esposa, Miriam
Kina, sair em busca de uma qualidade de vida melhor em Fortaleza.
Antes de partir,
no entanto, Miriam comprava jornais da região e descobriu que havia
espaço para prosseguir no ramo que já atuava, o de restaurante.
Durante dois anos na capital cearense, os dois estudaram o mercado antes
de abrir o próprio negócio. O primeiro foi o Kingyo, restaurante
de comida japonesa. Dois anos depois, vieram mais dois, um fast-food e
um self-service. Trouxemos um diferencial para a região e
encontramos nosso espaço aqui, diz Elsio.
Segundo ele,
a vantagem de trabalhar em regiões distantes é a possibilidade
de crescimento que não se teria na cidade de origem. Outro bom
motivo apontado por Elaine é a oportunidade de contribuir para
o desenvolvimento e a formação de outras pessoas, de morar
bem e conhecer uma nova cultura.
Já a
desvantagem está na ausência de cursos e treinamentos especializados.
Como hoje as empresas fazem o investimento no desenvolvimento voltado
para as competências do seu negócio, o profissional vai deixando
de se atualizar de uma forma mais ampla, afirma.
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