PORTAL NIPPOBRASIL ONLINE - 11 ANOS
-
Fale conosco: webmaster@nippo.com.br  
Central de atendimento: (11) 5575-0699  
(Horário de Atendimento das 9:00h às 18:00h de segunda a sexta)  
Domingo, 01 de agosto de 2010 - 7h07
DESTAQUES:

  Busca
 
  NippoBrasil
   Edição Atual
   Editorial e Opinião
   Circuito
   Últimas Notícias
-
  Variedades
   Agenda
   Aula de Japonês
   Automóveis
   Artesanato
   Beleza
   Bichos
   Cultura-Tradicional
   Culinária
   Dekassegui
   Dinheiro
   Ensaio NB
   Entrevistas
   Especial
   Especial - Esportes
   Giro da Semana
   Haicai
   História do Japão
   História da Imigração
   Horóscopo
   Karaokê
   Lendas do Japão
   Mangá
   Personalidades
   Pesca
   Saúde
   TV NHK (Japão)
   Turismo-Brasil
   Turismo-Japão
-
  Esportes
   Especial - Esportes
   J.League 2010
   Copa do Mundo 2010
-
  Especiais
   Ikebana
   Bomba de Hiroshima
   Festival do Japão
-
  Autoajuda e Religião
   Budismo
     Milênio
   Roberto Shinyashiki
   Reflexão
-
  Empregos no JP
-
  Classificados
   Econômicos
   Empregos no Brasil
   Guia Profissionais
   Imóveis
   Oportunidades
   Ponto de Encontro
-
  Interatividade
   Fale com a Redação
-
  Correspondência
   Trabalhe conosco
   Anuncie no site
   O Jornal Nippo-Brasil
   Assine o NB
   Quem somos

Trabalho e negócios levam nikkeis
ao Norte e ao Nordeste do Brasil
Nos anos 90, o número de nipo-brasileiros, principalmente no Pará, no Ceará, em Pernambuco e na Bahia, cresceu muito; novas oportunidades podem ampliar estatísticas

 

(Reportagem: Susy Murakami/NB)

O levantamento de março do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado no final de abril, mostrou que, em cinco principais regiões metropolitanas do Brasil (Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo), o desemprego subiu de 13,9% em fevereiro para 15,1%. No entanto, se o profissional estiver disposto a sair desses grandes centros, pode encontrar boas oportunidades em determinadas regiões do País.

CRESCIMENTO DA POPULAÇÃO NIKKEI
ESTADO
ANO 1991
ANO 2000
Pará
16.434
39.353
Ceará
14.703
34.235
Pernambuco
13.475
30.537
Bahia
34.836
78.449
FONTE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Esse é provavelmente o principal motivo que leva um grande número de nikkeis a trocar o eixo São Paulo–Paraná por outras regiões em busca de novas oportunidades. Uma pesquisa do Grupo Foco realizada no final de 2008 apontou as áreas mais aquecidas de norte a sul do Brasil. Um exemplo é a capital amazonense. Segundo a pesquisa, 70% a 80% dos executivos que atuam na cidade são de outros Estados. “Manaus é bom para se fazer dinheiro. Lá, executivo qualificado consegue emprego fácil”, indica.

A situação é confirmada pela Associação Brasileira de Recursos Humanos em Manaus. “O que se verifica é o preenchimento de posições com pessoas locais até o nível de especialização e supervisão/coordenação. Entretanto, as empresas ainda não abrem mão de pessoas com competência comprovada e experiência de outras realidades corporativas em nível nacional para gerir suas unidades locais”, afirma Elaine Jinkings, vice-presidente da ABRH local.

O mesmo acontece no Centro-Oeste. “O baixo nível de especialização na região e a alta competitividade por mão-de-obra impulsionam as empresas na busca de executivos oriundos de outras cidades”, revela a pesquisa.

Outros setores aquecidos em Manaus, segundo Elaine, são o de automotivos duas rodas, onde há contratação para a área de produção, de suporte como fiscal, RH, materiais e logística. É lá, por exemplo, que estão montadoras japonesas como Honda e Yamaha. O varejo é outro setor que deu um salto, em função da abertura de um novo shopping na cidade.

As oportunidades de trabalho e investimentos foram, entre os anos de 70 e 80, também fundamentais no boom de nikkeis em direção ao Norte e ao Nordeste. Números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2000 não deixam dúvidas desse fenômeno, especialmente em função da agricultura. Em números absolutos, a concentração de nikkeis, à exceção de Roraima, cresceu em todos os Estados e de modo extraordinário no Pará, no Ceará, em Pernambuco e na Bahia.

No entanto, pessoas que buscaram oportunidades fora dos grandes centros precisaram não apenas da coragem, mas também de boa pesquisa de mercado para se sair bem. Elsio Nagano era engenheiro mecânico em São Paulo há cerca de dez anos, quando decidiu com a esposa, Miriam Kina, sair em busca de uma qualidade de vida melhor em Fortaleza.

Antes de partir, no entanto, Miriam comprava jornais da região e descobriu que havia espaço para prosseguir no ramo que já atuava, o de restaurante. Durante dois anos na capital cearense, os dois estudaram o mercado antes de abrir o próprio negócio. O primeiro foi o Kingyo, restaurante de comida japonesa. Dois anos depois, vieram mais dois, um fast-food e um self-service. “Trouxemos um diferencial para a região e encontramos nosso espaço aqui”, diz Elsio.

Segundo ele, a vantagem de trabalhar em regiões distantes é a possibilidade de crescimento que não se teria na cidade de origem. Outro bom motivo apontado por Elaine é a oportunidade de contribuir para o desenvolvimento e a formação de outras pessoas, de morar bem e conhecer uma nova cultura.

Já a desvantagem está na ausência de cursos e treinamentos especializados. “Como hoje as empresas fazem o investimento no desenvolvimento voltado para as competências do seu negócio, o profissional vai deixando de se atualizar de uma forma mais ampla”, afirma.

  Notícias - Dekassegui
• Crise faz dekassegui mudar hábitos de consumo
• Brasileiro acusa entidade pública de discriminação
• Pais podem receber subsídio mesmo com filhos no Brasil
• Projeto de lei quer taxar em 2% as remessas do exterior
• Aumenta diferença social entre brasileiros que vivem na província de Shizuoka
• Mais de 17 mil brasileiros retornaram com a ajuda do governo japonês
• Japão estuda novas medidas para os estrangeiros
• Ex-dekasseguis recomeçam a vida com o dinheiro da ajuda japonesa
• Crise econômica leva à diminuição de acidentes de trabalho no Japão
• Brasileiro não se adapta ao País
• Sem medo de recomeçar
• Apoio para quem volta ao Brasil
• Emprego no Japão só melhora em 2011
• Pedidos de ajuda para retorno ao país de origem chegam a 10 mil
• Religiosos criam projetos para ajudar dekasseguis
• Mais rigidez na lei de empreiteiras
• O difícil acesso aos cursos de capacitação
• Dekasseguis mudam de planos e adiam sonhos
• Nikkeis investem no mercado japonês
• Trabalho e negócios levam nikkeis ao Norte e ao Nordeste do Brasil
• Japão se recuperará somente a partir de 2010
• Ministro quer revisão de visto de dekassegui
• Retorno definitivo de dekasseguis aumenta desemprego no interior
• Redução de jornada de trabalho evita demissões
• Crise faz ex-dekassegui controlar finanças pessoais
• Retorno ao Japão só depois de três anos
• Governo amplia tempo de seguro-desemprego
• Mercado aberto para trabalhadores de 40, 50...
• Ex-dekasseguis contam com apoio de familiares no retorno ao Brasil
• Brasil na rota dos japoneses
• Prontas para ajudar ex-dekasseguis
• Dekasseguis ganham reforço para impulsionar negócios
• Ex-dekassegui deve aproveitar experiência japonesa no Brasil
• Como fazer o dinheiro durar mais na crise
• A busca por emprego no retorno ao Brasil
• Reaprendendo a viver no Brasil
• O difícil recomeço dos ex-dekasseguis
• Trabalhos alternativos mudam a vida de brasileiros no Japão
• Sem casa, pedindo comida, e de bicicleta em busca de trabalho
• Dekasseguis brasileiros nas ruas, praças, igrejas...
• O impacto do retorno, pós 10 anos
• Governo define plano para ajudar brasileiros no Japão
• Brasileiros ainda acreditam no Japão
  © Copyright 1992-2010 - Jornal NippoBrasil - Todos os direitos reservados - www.nippo.com.br